Uma resenha da saga Tomb Raider, a grande heroína da Core Design

Tomb Raider.

Sem dúvida, estamos diante de uma das franquias mais conhecidas da história dos videogames, que em 2021 completou 25 anos, praticamente os mesmos que temos visitado universos 3D gerados a partir daqueles polígonos que moldaram o corpo escultural (intencionalmente) de Lara Croft. Porque se há algo que diferencie esses Tomb Raider é sua protagonista, uma heroína que comandou com mão de ferro muitas das revoluções que vimos acontecer na indústria nos últimos tempos.

Exploração e mudanças de planos

Tomb Raider é uma criação do consagrado estúdio Core Design, mágicos que, antes de atingirem seu maior sucesso, nos presentearam com maravilhas como Chuck Rock, Pilotos BC, Thunderhawk, Maldição de Enchantia ou um Jaguar XJ.220 que, em sua versão Amiga e Mega CD, foi uma obra-prima. Assim, a transição desses 2D das plataformas de 16 bits para o 3D dos novos consoles como Saturn, PlayStation e, claro, PC, tornou-se essencial para o futuro do uma equipa que, infelizmente, não soube ver o momento em que a sua criatura já deixara de interessar ao grande público. Pelo contrário, não tinha as dimensões exigidas por uma empresa como a estrelada por Lara Croft.

El Tomb Raider O jogo original chegou em 1996, primeiramente para computadores, e logo se tornou um sucesso: sua nova abordagem do que um jogo de ação e aventura em 3D poderia ser mudou tudo, e desde sua chegada praticamente nasceu todo um novo gênero. Isso fez com que sua editora, a Eidos, acreditasse que havia encontrado uma veia inesgotável e ilimitada que lhe traria enormes benefícios ano após ano com a chegada de entregas que quase nada mudaram.

Tomb Raider.

Chegou um momento em que o Core Design não conseguiu dar aquele ponto de dinamismo que a saga tanto precisava, para pesar dos que adoravam este estudo, foi posto de lado em favor de um Crystal Dynamics que parecia satisfazer os requisitos do franquia: um grande estudo capaz de assumir desafios muito maiores.

Felizmente, nos últimos cinco anos a Square Enix (dona do que resta da Eidos) reorientou a franquia adaptando-a às novas modas e transformando Lara em algo mais do que apenas um corpo curvilíneo. Desde o reinicialização da saga em 2013 temos uma protagonista mais real, mais vulnerável porém mais determinada que permeia a tela com uma personalidade que não havia demonstrado em todos esses anos de sucesso ininterrupto. Agora sim, Lara Croft é um símbolo dos tempos que tivemos que viver.

Todos os jogos da saga Tomb Raider

Aqui você tem todos os jogos de lara croft que chegaram ao mercado.

Tomb Raider (1996)

O que dizer do jogo que mudou tudo. Chegou primeiro para PC e depois para os consoles da época, embora com o passar dos anos, atingiu todas as plataformas conhecidas: desde consolas portáteis a telemóveis (como o Nokia N-Gage), iPhone, Android, etc. Sua combinação de quebra-cabeças, plataformas e combate corpo a corpo, além de uma pequena manipulação de um estoque limitado, o tornou uma referência para toda a indústria e abriu caminho para dezenas de estúdios que ficaram deslumbrados.

Tomb Raider 1997 (XNUMX)

Eidos encontrou a galinha dos ovos de ouro e ele decidiu espremê-lo com jogos que chegavam todos os anos. Tomb Raider II É mais do mesmo que vimos no primeiro jogo, embora já tenha sido desenvolvido diretamente para computadores e consolas. Foi, claro, um enorme (mas enorme, enorme) sucesso, e o público parecia ansioso por mais e mais aventuras de Lara. Assim a churrera começou a funcionar, só melhorando aspectos como o tamanho dos mapas, as armas e uma história que nos convidava a encontrar a Adaga de Xian, um artefato que dá ao portador o poder do Dragão.

Tomb Raider III (1998)

O terceiro jogo consecutivo da Eidos e Core Design Não muda muito de terceiro o que foi visto nas parcelas anteriores e, agora, teremos que sair em busca dos fragmentos de um meteorito que atingiu a Antártica há milhões de anos. Por meio dela, surgirá uma corporação que tentará impedir as intenções de Lara enquanto ela percorre boa parte do mundo. O jogo, nesta altura, já começava a dar alguns sinais de esgotamento e clama por novas ideias e dinâmicas de jogo, embora continuasse a esgotar sem parar e ninguém perdesse mudanças radicais.

Tomb Raider A Última Revelação (1999)

Com este jogo Core Design continua comandando a franquia e agora as coisas estão começando a dar errado: embora todos os anos os novos modelos que se prestam a dar vida à carne e osso Lara Croft (aquela das apresentações oficiais e eventos de imprensa) sejam notícia, na realidade o jogo definha por as poucas novidades que são introduzidas ano após ano. Esta Tomb Raider, a última revelação confirma a estagnação (jogável) da franquia apesar de os resultados serem compensados, eles continuam a oferecer benefícios monstruosos. Nesta ocasião, Lara Croft retorna ao Egito, onde uma antiga lenda conta que o deus maligno Seth foi enganado e aprisionado dentro de uma tumba escura no Vale dos Reis. Também conheceremos algumas das aventuras que Lara viveu com apenas 16 anos...

Crônicas de Tomb Raider (2000)

O fim de Tomb Raider, a última revelação Ele nos deixou com o coração pesado porque Lara foi enterrada em algumas ruínas, dando-nos a sensação de que ela poderia ter morrido. Obviamente não foi assim, então o começo disso Crônicas nos leva direto para aquele momento em que ele tenta escapar do Templo de Horus. Veremos Werner Von Croy, outro personagem recorrente na vida do aventureiro enquanto a Core Design continua explorando uma fórmula que logo se torna ultrapassada. A Crystal Dynamics, por exemplo, será uma das protagonistas do gênero com seus desenvolvimentos de Legacy of Kain, etc Maravilhas que certamente influenciaram a decisão da Eidos de mudar o rumo da franquia.

Tomb Raider O Artefato Perdido (2000)

Lançamento estranho que na verdade é uma espécie de expansão Tomb Raider III e que só veio para computadores, PCs e Macs. Parte da ideia de que não havia quatro, mas cinco restos do meteorito que caiu na Antártica, então teremos que ir procurá-lo em seu novo local. É uma raridade indicada apenas para os fãs que gostam muito do arqueólogo…

Tomb Raider A Profecia (2002)

Era óbvio que mais cedo ou mais tarde Lara Croft ia ter que aparecer em um jogo para consoles portáteis, e isso foi Tomb Raider A Profecia. Obviamente pelas limitações da consola, é um título 2D que, no entanto, replica muitas mecânicas de jogo dos títulos originais. A sua história, praticamente anedótica, fala-nos dos livros de Ezequiel e de algumas das profecias que lançou em torno de três pedras mágicas.

TOMB RAIDER O ANJO DAS TREVAS (2003)

A Eidos decidiu dar uma pausa na franquia devido ao esgotamento e nem em 2001 nem em 2002 tivemos entregas de Tomb Raider. Então o retorno disso anjo da escuridão Foi um dos mais esperados porque significou uma espécie de recomeço, pelo menos no que diz respeito ao tratamento gráfico de Lara Crofot e à mecânica de jogo, que tentou dar um salto de qualidade. Por desgraça, Foi um dos capítulos que mais críticas sofreu por causa de um lançamento apressado devido à necessidade de apoiar o lançamento nos cinemas do filme estrelado por Angelina Jolie. O Core Design não conseguiu acertar a tecla, apesar de pendurar seu argumento no cabide dos eventos vividos em Crônicas de Tomb Raider. O fim estava chegando?

Lenda de Tomb Raider (2006)

A Eidos, desencantada com os problemas do anjo da escuridão Ele deu uma guinada e tirou a franquia de seus criadores. Core Design disse adeus Tomb Raider para abrir caminho para a Crystal Dynamics. Realmente foi um começo para a saga e ainda voltamos a cenários como o Nepal, além de conhecer um pouco mais da infância de Lara Croft. Por fim, a tão esperada evolução da franquia se dá em direção a novas formas de jogo mais complexas, mapas muito maiores e labirínticos e um combate também repaginado. Entramos na era anterior em que o protagonista tem uma enorme competição com outros heróis dos videogames, como Nathan Drake com seu primeiro Uncharted para PS3 (2008).

Edição de aniversário de Tomb Raider (2007)

A Crystal Dynamics ousou realizar um curioso projeto da Eidos, como o assumir um remake do primeiro título de 1996. Com este Aniversário do Tomb Raider Reviveremos as aventuras de Lara com melhores gráficos, movimentos e mudanças na jogabilidade. Foi o título que teve a difícil tarefa de conter a chegada de um Uncharted que realmente revolucionou o gênero com novas mecânicas, tipos de combate e narrativa. A Eidos seria capaz de dar o salto para esta nova geração?

Submundo de Tomb Raider (2008)

Após o hiato da versão que comemorou o aniversário do jogo original, Voltamos à linha de argumentação Lenda de Tomb Raider e presenciamos a quase destruição da mansão Croft, em uma aventura que nos leva a um mundo de trevas onde Lara continuará tentando encontrar sua mãe. A desculpa, a busca pela estrada para Avalon, o lugar mítico onde alguns dizem que repousam os restos mortais do Rei Arthur. Embora seja um título mais do que decente para um Tomb Raider, é percebido como superado pelo que algumas empresas já estão trabalhando no calor do estrondoso sucesso de Uncharted. De todas as formas, Eidos começa a alargar o universo dos jogos a novas plataformas e conceitos.

Lara Croft e o Guardião da Luz (2010)

Originalmente lançado para PC, este título é uma adaptação do conceito Tomb Raider para um jogo de ação com uma perspectiva isométrica que poderia até ser confundida com uma Diablo. Mas não acredite, esta aventura independente é muito focada em resolver quebra-cabeças e lutar contra hordas de inimigos que nos atacam em cenários labirínticos bem desenhados, além de manter um espírito de plataforma realmente atraente. Uma experiência que correu muito bem para a Eidos e que só teve continuação.

Tomb Raider (2013)

Agora sim, Eidos (Square Enix) bateu na tecla com o primeiro jogo da trilogia que muitos conhecem como o lara sobrevivente (sobrevivente). Finalmente a franquia dá o salto de qualidade que precisava, com mecânicas atualizadas, gerenciamento de personagens RPG, com inventário, habilidades e objetos para cultivar e construir, novos tipos de combate e a chegada da furtividade, além de uma narrativa extraordinária herdada do Famoso Uncharted. É, sem dúvida, do momento auge da franquia que seria ainda melhor com os próximos dois títulos que chegariam na mesma década.

Lara Croft e o Templo de Osíris (2014)

Depois do sucesso de L.Para Croft e o Guardião da Luz, A Eidos foi encorajada a criar uma segunda parcela que, nesta ocasião, nos permite jogar um jogo cooperativo com até quatro participantes, e não dois como no anterior. Nova remessa de quebra-cabeças, cenários realmente trabalhados e um catálogo de inimigos cada vez mais complicado. Infelizmente, é o último dos jogos desse tipo lançados pela empresa. Uma pena porque são muito interessantes.

Lara Croft GO (2015)

A Eidos explorou novos caminhos para suas franquias e esta Lara Croft GO representa uma virada radical porque introduz os movimentos por turnos para nos contar uma história que se afasta dos títulos originais. Além disso, inclui toda uma série de quebra-cabeças escondidos em fases que temos que superar uma a uma. Embora tenha sido originalmente projetado para celulares e tablets, finalmente teve adaptações para PS4 ou PS Vita. Muito divertido.

A Ascensão do Tomb Raider (2016)

continuação direta de Tomb Raider de 2013, consegue ser melhor graças à inclusão de toda uma bateria de novidades que vão desde o tamanho dos mapas, que estão bem maiores e mais complexos, até novas mecânicas de combate e movimentos de Lara Croft. Ao arsenal que você pode fazer é adicionada a possibilidade de submergir na água para manter a furtividade em certas missões. A franquia ganha maior peso narrativo e a Crystal Dynamics definitivamente consegue colocar o futuro da Tomb Raider da melhor forma imaginável.

Sombra do Tomb Raider (2018)

Chegamos ao último dos títulos que chegaram às lojas. O décimo segundo desenvolvimento da franquia que completa essa trilogia sobrevivente com uma (quase) caixa de areia, onde temos certas áreas e mapas abertos, os quebra-cabeças se multiplicam e aquele modo de jogo é aperfeiçoado em que Lara pode completar missões principais e secundárias, além de definir uma árvore de habilidades ainda mais trabalhada. Veremos para onde vão os rumos da franquia nos próximos anos mas, por enquanto, o ponto de partida é o melhor que podemos imaginar para um personagem que faz parte da história dos videogames... e da cultura popular.


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